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O Apalpador

O Apalpador, Apalpa-Barrigas ou Pandigueiro é a figura mítica de um gigante carvoeiro que, segundo a tradição do Natal galego, mora nas montanhas do leste da Galiza (o Courel, Terra de Trives, Bierzo) e que desce, segundo as tradições, nas noites de 25 de Dezembro ou de 31 de dezembro para tocar a barriga dos meninos por ver se comeram bem durante o ano, deixando-lhes um montezinho de castanhas, eventualmente algum presente e desejando-lhes que tenham um ano vindouro cheio de felicidade e de alimento.

O trabalho de recuperação desta figura começou em 2006 através da obra de José André Lôpez Gonçâlez, publicada através do Portal Galego da Língua vinculado com a Associaçom Galega da Língua. Um ano depois, a associação cultural compostelana A Gentalha do Pichel anunciou que iria começar uma promoção desta figura, visando a sua plena recuperação e normalização no âmbito do natal na Galiza, e utilizando como elemento central uma representação do artista galego Leandro Lamas. Desde então até à atualidade, a figura não deixou de popularizar-se, mesmo através de meios públicos como a Televisão de Galiza, e os demais meios da Companhia de Rádio-Televisão da Galiza.

Há algumas canções e toadas populares relacionadas com esta personagem que chegaram até os nossos dias e que são cantadas nas “noites de apalpadoiro” para advertir às crianças da iminente chegada do Apalpador e da necessidade de irem elas para a cama.

Vai-te logo meu ninim/nininha,
marcha agora pra caminha.
Que vai vir o Apalpador
a palpar – che a barriguinha.
Já chegou o dia grande,
dia do nosso Senhor.
Já chegou o dia grande,
E virá o Apalpador.
Manhã é dia de cachela,
que haverá gram nevarada
e há vir o Apalpador
c´uma mega de castanhas.
Por aquela cemba,
já vem relumbrando
o senhor Apalpador
para dar-vos o aguinaldo.
Hoje é dia do Natal,
dia do Nosso Senhor
ide logo para a caminha
que vai vir o Apalpador.
Hoje é dia do Natal,
vai ninim para a caminha
que vai vir o Apalpador
a apalpar-che a barriguinha.
Fonte: Wikipedia
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